O
Chile acaba de tomar uma importante iniciativa para reduzir a sua dependência de
termelétricas e tornar sua matriz elétrica mais sustentável.
Um
acordo entre a Associação das Empresas Geradoras do Chile
e o governo chileno quer colocar um fim às usinas
termelétricas a carvão que não possuam sistemas de captura e armazenamento de
carbono. Somado a isso, também criarão um cronograma para planejar um fim gradual
da operação dessas usinas com o intuito de atingir uma matriz composta majoritariamente por fontes renováveis.
Atualmente,
existem 15 centrais no Chile com 27 unidades movidas a carvão que são
responsáveis por cerca de 40% da geração de energia elétrica chilena. Percentual que faz do
carvão a principal fonte de eletricidade do país.
A decisão por redução da
dependência de fontes não renováveis de energia era esperada após uma sólida
política de incentivo ao desenvolvimento de tecnologias de geração solar e eólica.
Os investimentos em energia
solar fotovoltaica no Chile foram notáveis nos últimos cinco anos. A potência
instalada foi tão elevada que durante períodos do ano algumas regiões receberam
energia elétrica gratuitamente. O deserto de Atacama, localizado mais ao norte,
possui um potencial excelente para geração de energia solar. As usinas
fotovoltaicas instaladas na região possuem um ótimo desempenho. Isso fez o deserto se
tornar o local com a maior potência instalada no país.
Devido à ausência de ligação
entre as centrais do norte e do sul, a energia elétrica produzida no
deserto não pôde ser distribuída por todo o país e por isso foi fornecida de
forma gratuita para escoar a produção. O que afetou diretamente os fornecedores,
pois sem vender a energia foram obrigados a assumir as perdas. Ciente do
potencial desperdiçado, o governo assumiu o compromisso de construir uma rede
que conecte as duas regiões.
Além da energia solar fotovoltaica, o Chile tem incentivado a energia
heliotérmica (também conhecida por energia solar térmica por concentração). Ela
consiste em posicionar espelhos de forma a refletir os raios solares para que
se concentrem em um ponto numa torre, na qual o calor vaporizará um liquido que posteriormente
movimentará uma turbina.
Já existe uma
usina heliotérmica de 7 MW em operação e mais cinco projetos com capacidade
total de 370 MW em planejamento.
Segundo o comunicado otimista enviado à imprensa local, o governo chileno informa que: “Graças à
significativa redução de custos e à massificação de tecnologias de geração
renovável que foram incorporadas em nossa matriz, a indústria de geração de
eletricidade visualiza um futuro cada vez mais renovável, onde a geração termelétrica
deixará de ser a principal fonte de energia, e passará a ser, junto com a hidroeletricidade
e outras fontes renováveis e de armazenamento, o complemento da geração solar e eólica em
momentos de ausência de luz solar ou de vento”.



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