Uma
cidade em crescente expansão econômica e populacional está provando que é possível
revolucionar o setor de transportes públicos substituindo sua frota de ônibus a
diesel por ônibus elétricos.
Shenzhen,
o Vale do Silício do hardware, na China, buscou subsídios, otimizou suas operações
e melhorou a qualidade de vida de mais de 12 milhões de habitantes ao tornar-se
a primeira cidade no mundo com uma frota de ônibus 100% elétrica.
São
mais de 16.000 ônibus elétricos em circulação diariamente, para ter noção,
Shenzhen supera os 14.400 ônibus da cidade de São Paulo.
A
decisão de ter uma frota totalmente elétrica não foi repentina. Estudos de
viabilidade financeira e desenvolvimento de metodologias de operação foram
definitivos para isso.
Inicialmente,
subsídios nacionais e locais foram determinantes para atender economicamente a
transição. Entretanto, novos estudos têm demonstrado que os ônibus elétricos
poderão ser viáveis inclusive sem incentivos. O maior desembolso inicial pelo
veículo elétrico é compensado, ao passar dos anos, pelo menor custo energético
e de manutenção quando comparado com um ônibus a diesel.
A
infraestrutura da cidade também teve que ser pensada e desenvolvida. A
recarrega dos ônibus poderia comprometer a operação do transporte público. Por
isso, para que não ocorra transtornos e não seja necessário aumentar ainda mais
a frota, Shenzhen esquematizou uma forma de operação.
Os veículos são
recarregados por 5 horas durante a noite, quando a energia é mais barata, para
que possam percorrer cerca de 250 km no dia. Prevendo a possibilidade de esgotar
a energia armazenada nas baterias durante o dia, pontos de recarga, que também podem ser
usados por outros veículos, foram devidamente instalados nas rotas. Conforme um planejamento esquematizado para as linhas o ônibus para e recarrega.
São
milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano que não são mais produzidas.
Milhares de motores que não emitem mais estrondosos ruídos. Uma cidade mais
limpa, menos ruidosa, inovadora e sustentável.



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